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Quem tá junto

 

Direção Geral e Curadoria
Chico Dub

Coordenadora Geral
Natália Lebeis

Produção Executiva
Ray Fahr e Fernanda Jubé

Produção
Mariona Puig Fontanet, Clarice Nilles, Amanda Lebeis

Assistentes de Comunicação
Charlotte Smit e Davi Maia

Sonorização
Foguete e Core Sound System

Técnica de Som
Anna Vis

Iluminação
Lina Kaplan

Identidade visual e design gráfico
Lucas D’Ascenção, Leandro Assis e Diego Leal

Site
Rafael Rocha

Apoio Institucional
Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Apoio
Heineken, PUC-Rio, Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny, Pro Helvetia, Kultur Stadt Bern, Swisslos Culture Canton de Berne, Embaixada da Áustria

Apoio de Mídia
deepbeep

Filiação
ICAS – International Cities of Advanced Sound, Abrafin

Idealização
Chico Dub e Tathiana Lopes

Realização
Outra Música

Festival de arte dedicado à música experimental e às poéticas do som, o Novas Frequências celebra 15 anos de trajetória e, mesmo sem patrocínio, chega pela primeira vez a São Paulo. Um dos eventos mais influentes da América Latina, o festival carioca, nascido em 2011, apresenta uma programação com 28 atrações, reunindo nomes consagrados e novas vozes da cena contemporânea. Entre os destaques estão Kara-Lis Coverdale, Sarah Davachi e Concepción Huerta, representantes de uma geração que expandiu as fronteiras da música ambiente e da composição eletroacústica. Wolf Eyes, lenda norte-americana do noise, retorna ao Brasil após 11 anos, reafirmando a vitalidade da distorção e do caos como práticas estéticas. O Novas Frequências também abre espaço para as vertentes mais intensas do rock: o encontro entre Test & Deafkids, os japoneses do Birushanah e a banda Papangu, levam o peso e a experimentação a novos territórios, enquanto o Metá Metá renova sua fusão de energia ancestral e invenção contemporânea. Na seara da música eletrônica e das performances híbridas, o festival aposta em diálogos de ampla latitude: o duo libanês-suíço Praed apresenta seu techno-árabe psicodélico; os irmãos aymara Los Thuthanaka fundem pulsos andinos e experimentação digital; e o ugandense Faizal Mostrixxx traz sua visão radical do som club contemporâneo. A programação inclui ainda uma instalação sonora criada por Craca e uma exposição com fotografias de Ivi Maiga Bugrimenko e Ivan Nishitani que registram a cena independente de festas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O Novas Frequências é um festival internacional criado em 2011 no Rio de Janeiro que promove música experimental, vanguarda e arte sonora, buscando renovar a relação entre arte, cidade e ecossistema local. Ao longo dos anos, ocupou palcos de diferentes formatos, salas de concerto, instituições de arte, espaços públicos e locais inusitados — como igrejas, galpões, escolas, praias e cachoeiras. Mais do que um festival tradicional, o “NF” propõe uma relação 360º com o som, articulando performances, instalações, festas, projetos comissionados, trabalhos site specific, palestras, oficinas, cursos, residências artísticas e caminhadas sonoras.

Em sua 15ª edição, o Novas Frequências realiza sua programação mais internacional desde 2019, marcando um retorno vigoroso às trocas transnacionais que sempre definiram a identidade do projeto. O line-up reflete a amplitude de linguagens e perspectivas que o festival cultiva — da introspecção à catarse, da pesquisa tímbrica à potência do corpo — e se espalha por diferentes espaços nas duas capitais: no Rio de Janeiro, de 3 a 7 de dezembro, ocupa o Garage Grindhouse, o Solar Grandjean de Montigny (museu da PUC-Rio), a Casa Firjan, o Solar de Botafogo, o Trauma, o Parque Lage e o Circo Voador; e em São Paulo, de 8 a 13 de dezembro, as atividades acontecem no Teatro Cultura Artística, no SESC Avenida Paulista e na Central Técnica Chico Giacchieri.

Dois eventos funcionam como aquecimento para o festival. A partir de 23 de outubro, uma instalação sonora inédita de Craca será apresentada na 8ª edição da conferência Futuros Possíveis, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Em cartaz até 7 de dezembro, a obra, fruto de uma parceria entre a instituição e o festival, propõe uma investigação estética e sensorial sobre como ainda podemos imaginar futuros desejáveis e antecipa o espírito do Novas Frequências. Outro destaque é a exposição fotográfica “No Raiar da Noite”, que mapeia dez anos da cena independente de festas de música eletrônica no Rio e em São Paulo. Com imagens de Ivi Maiga Bugrimenko e Ivan Nishitani, a mostra será inaugurada em 14 de novembro no Solar Grandjean de Montigny (PUC-Rio) e também fica em cartaz até 7 de dezembro.

O Novas Frequências chega a esta edição sem patrocínio. Toda a operação está sendo viabilizada graças ao apoio das instituições parceiras que recebem o festival e à colaboração generosa dos artistas participantes, que aceitaram cachês menores do que o habitual. Nesse contexto, o envolvimento do público — por meio da compra de ingressos e do consumo durante o evento — torna-se essencial para garantir a continuidade e a vitalidade do projeto.
Sobre esta questão, o diretor e curador do Novas Frequências, Chico Dub, reflete:

“No pós-pandemia, o espaço para o novo e para o experimental tem encolhido vertiginosamente em meio à cultura dos números. Vivemos um tempo em que só o que é gigante parece ter valor, e tudo o que se relaciona com menos público — como festivais de nicho e cenas independentes — passa a ser tratado como irrelevante. É bastante frustrante celebrar 15 anos sem apoios significativos, mas sigo acreditando que apostar nesse tipo de prática, ainda mais em um mundo plastificado, saturado por fórmulas e pela proliferação de simulacros insossos gerados por inteligência artificial, nunca foi tão urgente. O Novas Frequências chega a essa marca reafirmando a importância de cultivar o risco, a invenção e o novo como condição de futuro.”